jueves, 18 de noviembre de 2021

ALFABETIZAÇÃO DIGITAL:


Se me hizo fácil, lo terminé en cuatro horas y en la evaluación me dijo que no necesita corrección, solo las citas. No me siento orgulloso, le falta mucho, pero me encanta, es una hermosa melodía, es arte, es poesía en su forma más básica. Me quedo con eso, por el momento.


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ALFABETIZAÇÃO DIGITAL:

UMA VOZ PARA QUEM FALA NO "SILÊNCIO"


«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre».

Paulo Freire.


Autor: um estudante de educação


“Não pude ajudar minha filha de 9 anos porque ela não sabia lidar bem com o smartphone que comprei recentemente; eu tive que aprender à força”, disse-me uma mãe solteira, vizinha minha, a quem chamarei de Rosa, de 42 anos; ele mora na zona sul da região de Puno, perto do lago, na província de El Collao-Ilave. Para mim, ela é aquela voz silenciosa que inicialmente pediu ajuda porque não sabia lidar com os aplicativos do celular quando a professora mandava um trabalho para sua filha, mas ela aprendeu, e isso porque é muito difícil para nós nos adaptarmos às mudanças.


"Ninguém educa ninguém, como tão pouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo", disse Paulo Freire (1983), o mais influente educador brasileiro, e tem razão; dar sentido a tudo o que fazemos, e com isso conquistar a liberdade e não depender de ninguém. Portanto, todos devem caminhar em direção aos mesmos objetivos, sem perder os sonhos de quando eram crianças; ser um professor trabalhador, responsável, empático e um aluno mais crítico de sua realidade; uma educação para todos e por todos. Mas estes últimos anos mostraram-nos que nem todos estamos preparados para a mudança para a educação virtual, parece que cada um anda sozinho; é difícil nos adaptarmos e não porque não é possível, mas que existe uma lacuna enorme no acesso à Internet, analfabetismo digital e a situação econômica de algumas famílias, especialmente na zona rural do Peru. Essa distância entre quem pode acessar essa educação em tempos de pandemia de COVID-19 e quem não pode, gera, no século XXI, vozes que falam em silêncio.


É verdade, um enorme progresso foi feito para que todos os peruanos fossem alfabetizados. Segundo a UNESCO, nosso país tem uma taxa de alfabetização de 94,41%; nos homens chega a 97,12%, enquanto nas mulheres chega a 91,7% (isso também mostra uma grande lacuna de desigualdade entre homens e mulheres, mas isso é assunto para outro artigo), estando o Peru na 74ª posição mundial, isto com dados até 2018 (Datosmacro). Estamos indo bem, mas estamos muito atrás no que diz respeito à alfabetização digital, que em sua definição mais prática é o treinamento de habilidades para o Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Para Paulo Freire, a alfabetização é muito importante porque com ela se consegue uma transformação social, sua visão de alfabetização vai além de ba, be, bi, bo, bu, porque implica uma compreensão crítica da realidade social, política e econômica em que o letrado é, portanto a educação em Paulo Freire é um processo de humanização; além disso, a educação é uma prática de liberdade, onde o homem se torna consciente e ativo na mudança para sempre se construir (Freire, 1983). Um pensamento muito atual hoje.


Segundo a pedagogia freireana, a educação tem necessidade de abrir a sociedade, de transformá-la, de criar espaços de conhecimento. Hoje em dia, ser analfabeto digital é não conhecer a realidade. As pessoas, nessa educação virtual, estão dispostas a se educar, mas é preciso o trabalho do Estado: a sociedade está em mudança e isso exige outro processo de alfabetização, mas nas novas tecnologias, traga essas informações em linguagem simples para que todos possam aprender, incluindo mulheres, pessoas da zona rural ou de cidades periféricas, idosos, famílias de baixa renda, entre outros.  Não é uma comunidade que não quer aprender, mas sim que foi educada em outros tempos e precisa se manter atualizada com os avanços. E o outro, também para combater aquela enorme lacuna no acesso à Internet em áreas remotas.


Somos seres em constante mudança, devemos trabalhar juntos porque “a educação é um ato de amor, por isso um ato de coragem. Não pode temer o debate" (Freire, 1983); onde a liberdade do homem se exerce além do simples fato de saber ler e escrever, e é que “a educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado. Isto leva-o à sua perfeição" (Freire, 1985).


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BIBLIOGRAFÍA CITADA:


Datosmacro, E. (15 de noviembre de 2021). Expansión. Obtenido de 

https://datosmacro.expansion.com/demografia/tasa-alfabetizacion/peru

Freire, P. (1983). Educação como prática da Liberdade. 14 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

Freire, P. (1983). Pedagogia do Oprimido. 13 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

Freire, P. (1985). Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.


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